Campo Magnético e
a Lei de Ação e Reação (Carma)
Durante algum tempo, tentei imaginar um modelo físico
que facilitasse a visualização das repetições porquê
desse comportamento em algumas pessoas e não em outras.
Ouvimos sempre falar do “carma” que alguns têm, que é
muito pesado e o de outros que é mais leve, afinal o que
nos atrai para determinadas situações?
Primeiramente, é necessário entendermos o que é o campo
magnético e como ele funciona. Um campo qualquer existe
numa região do espaço que circunda um corpo que possui
determinadas propriedades. Assim, um campo gravitacional
existe em torno de um corpo que tem massa, um campo
elétrico existe em torno de um corpo que tem carga
elétrica e um campo magnético existe em torno de um
corpo que possui propriedades magnéticas. Quando um
outro corpo penetra a região do espaço onde existe um
campo e ele possui as mesmas características que geraram
esse campo, passa a sofrer sua ação. Trocando em miúdos,
um corpo eletrizado será atraído ou repelido ao ser
colocado na presença de outro também eletrizado, ele
estará sofrendo as forças elétricas ao ser colocado num
campo elétrico. É fundamental entendermos que todos nós
possuímos um campo magnético à nossa volta e, através
dele, interagimos com os outros. Nossas simpatias,
aversões, desconfianças, e impulsos, geralmente nos vêm
de atrações ou repulsões magnéticas. Antes mesmo de
conhecermos alguém ou vivenciarmos alguma situação,
temos o “insight” à respeito do que está por vir. Nosso
campo magnético está sempre adiantado em relação às
nossas percepções sensoriais.
Ao experimentarmos a vida aqui no Planeta, assumimos a
“dualidade” que é característica desse nosso plano e
que, apesar de não lembrarmos, foi de nossa própria
escolha. Essa dualidade nos faz lidar com situações
“positivas” e “negativas” ao longo de nossas diversas
encarnações por aqui. Quando nos deparamos com situações
extremamente adversas, sofremos um “trauma” que causa,
normalmente, perda energética e nos deixa presos àquele
episódio, naquele ponto do espaço e do tempo. Os
sentimentos que nos deixam aprisionados são sempre de
baixa vibração, geralmente são sentimentos de culpa,
vergonha, raiva, vingança, etc, e a quantidade de
energia despendida permanecerá naquele momento, enquanto
o “resto de nós” seguirá em frente, com uma “fenda” no
corpo energético.
Dependendo da intensidade das experiências, essas fendas
são maiores ou menores, mas o que imediatamente nos vem
à mente, é que elas precisam ser preenchidas novamente
para que possamos ter nossa integridade restituída. A
nossa sintonia com o amor foi quebrada e adquirimos um
carma.
Algumas pessoas se utilizam de uma habilidade que todos
têm, mas poucos usam, que é a de olhar para os
acontecimentos com um olhar amoroso ou se preferirmos,
com um olhar positivo e a partir dessa observação,
eliminam de dentro de seus corações todos os sentimentos
de baixa vibração, “perdoando” e seguindo em frente,
fechando automaticamente aquele espaço vazio e
recuperando sua integridade energética. Esses, não
adquiriram “carma negativo”, pois resolveram o problema
ali mesmo e encerraram a experiência positivamente. Quem
não consegue ter o olhar de isenção, se fecha para o
fluxo do amor regenerador e seu campo magnético passa a
atuar como um imã que irá atrair situação semelhante à
que originou o “trauma inicial”, na mesma vida ou em
outras, até que através do entendimento, da
transformação do ponto de vista do perdão, aquela
energia perdida lá atrás, possa voltar ao seu local de
origem.
É compreensível então, que nesse ponto atual da evolução
humana, vejamos tantas pessoas perdidas e sofrendo, pois
através das várias experiências ao longo do tempo, foram
deixando para trás tantos “pedaços” seus que já nem
lembram de quem são. Se pudermos visualizar mentalmente
seus corpos energéticos, veremos uma malha com muitos
furos, cada um deles causando dor e saudade de si mesmos
e atraindo, através de seu campo magnético, o mesmo tipo
de acontecimento que os originou.
A sensação de solidão que assola quase toda a humanidade
vem da perda da “unidade” e a procura em pessoas ou
coisas externas, do que na verdade falta em nós mesmos e
foi abandonado em algum ponto da jornada, na maioria das
vezes, causa mais problemas do que soluções. Seres
incompletos, raramente são capazes de dar ou receber
amor verdadeiro e vão causando mais danos onde passam.
Podemos mudar todo esse quadro se realmente entendermos
o que é necessário encarar toda e qualquer experiência
como um aprendizado que SEMPRE traz conseqüências
positivas e que só com um olhar amoroso podemos observar
o mundo, “aceitando” como ele é, sem julgamentos,
pré-julgamentos, culpas vergonha ou mágoas. Quando
estamos completamente sintonizados com a nossa
“Unidade”, quando não há mais carmas negativos, nosso
campo magnético atrai situações de plenitude e
abundância em todos os níveis, pois a energia do Amor é
a nossa verdadeira essência e qualquer outra de menor
vibração, não nos pertence, faz parte da ilusão, na qual
mergulhamos de livre e espontânea vontade.
Fonte: Jornal o Prana – Universo Holístico – Ed. De
Abril
Por Márcia Caminada - Física